Dançar quadrilha nunca tinha sido meu forte, era uma experiência meio traumatizante da minha infância, não gostava muito de me vestir de caipira e muito menos de ter que ficar até mais tarde no colégio para ensaiar, mas naquele ano, 5 anos atrás, foi diferente... eu fazia questão de perder qualquer tempo disponível para ir aos ensaios; dançar, sorrir, bater palma, bater perna, e qualquer outra marcação, mas particularmente, a melhor parte daquilo tudo era poder segurar a mão de meu par, a parte que me fazia querer estar lá.
Ela com aquele seu jeitinho meigo e simpático me cativou, sem mais nem menos, sem investidas, diretas, indiretas, e até pela nossa idade na época. Mas foi de um jeito tão natural que eu nem percebia que a todo momento nas aulas eu dava uma olhada de canto de olho só para vê-la, por mais breve que fosse. E quando estava com ela, era tão bom, tranquilo, confortável.
Em menos de um ano eu tinha criado um laço tão forte com ela como jamais havia criado com quem conhecia há muitos anos, e até mesmo quando soube que ela infelizmente ia voltar para cidade dela, ainda podia sentir nossa ligação. Apesar da distância sempre houve um jeito especial de como conversávamos, apesar da saudade eu me sentia melhor só de ter falado com ela, mesmo distante ela ainda me tranquilizava.
Muita coisa mudou daquele tempo para cá, crescemos, evoluímos, mudamos, mas aquele laço não se desfez. Pude ter a felicidade de tê-la mais uma vez em meu dia-a-dia, e como é bom um abraço caloroso em pela manhã, revigorante. E o dela melhor ainda, tranquilizante, ficaria abraçado com ela por horas e horas. Podem passar quanto tempo for, mas sei que estaremos sempre ligados.
Benevides.
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