Tudo estava tão bem, tudo em seu devido lugar. Perfeito, esta seria a melhor palavra para descrever toda aquela situação em que me encontrava, eu não poderia estar melhor, nós não poderíamos estar mais felizes. Até a natureza estava colaborando, o clima não podia estar mais agradável... o sol que iluminava e aquecia nossas manhãs, o som das ondas quebrando que vinha de longe, e o perfume das flores que entrava e enchia cada espaço com seu delicioso aroma; e a noite a brisa que fazia nossos corpos se encontrarem para que juntos pudessem se aquecer, deitados olhando as constelações iluminados pela lua que em sua forma vivia sorrindo para nós.
Foi então que um mês passou, tão rápido que parecia que ele havia acabado de começar, mas então me vinham as lembranças de cada momento daquele mês... o melhor de toda minha vida. É, ele não havia passado rápido, durou cada segundo que deveria durar, nem a mais nem a menos. Como eu havia dito: perfeito.
O momento mais difícil de toda viagem chegara, a hora da despedida. Depois de um longo abraço e algumas palavras trocadas era hora de cada um ir para sua casa, sua vida. Só que antes uma pergunta havia de ser respondida, eu não sabia nada sobre ela, mas seu nome eu tinha que saber. Ela hesitou em dizer, pois disse que estragaria tudo aquilo que tínhamos vivido e que eu poderia querer procurar por ela depois. Prometi que não iria procurá-la, e mesmo duvidando disso ela enfim me disse seu nome, que não podia ser outro e combinar tanto com ela. Por fim um último adeus e pronto, estava acabado... a melhor, porém menor parte de minha vida terminara.
40 anos se passaram e eu nunca a esqueci, seu rosto, seu cheiro, seu nome. Por um mês eu a amei mais do que amei qualquer outra pessoa o resto da minha vida. O eterno nem sempre dura para sempre.
Benevides.
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