segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Antifóbico,

Ao olhar para os lados ela descobriu que não havia mais ninguém, e uma onda de sensações começaram a passar por seu corpo, um mal estar repentino e calafrios a faziam tremer da cabeça aos pés. Sentiu a solidão tomar conta de cada parte, primeiramente pelo coração, fazendo-o acelerar seu batimentos; e como se um veneno fosse injetado diretamente nele, o sangue bombeado para todos os órgãos começou a bombear também aquele sentimento, que foi se alojando em cada lugar que conseguiu alcançar.
E agora ela encontrava dificuldades em respirar, como se sua garganta estivesse inchando a cada segundo impedindo a entrada e saída de ar. A cada instante sentia a vida se esvairindo do seu corpo, e impotente diante aquela situação desistiu de lutar contra o inevitável, mas o que realmente a incomodava era o fato de estar só, o maior medo de sua vida havia se tornado realidade. Lá estava ela, solitária, enquanto tudo ia embora.
Foi então que ela acordou num sobressalto assustada e enxarcada de suor. "Ufa, era apenas um pesadelo".
Na manhã seguinte, ela pegou seu telefone e ligou para pessoas as quais tinha perdido contato, ou havia tido algum desentendimento. Percebeu que aquele pesadelo não fora tão ruim quanto pensava, dele tirou uma lição muito importante que levou consigo para o resto da vida.
Não somos ninguém sozinhos, nada de material que temos vamos levar para sempre; amigos, familiares, amores, isso sim, esses ficam bem guardados. Esqueça o rancor, o orgulho, isso não levará ninguém a lugar nenhum. Ficar um tempo sozinho ajuda a relaxar, a pensar, mas não muito tempo.
Não deixe seu medo se tornar real.

Benevides.

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