quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sobre viver [1],

Era uma noite de segunda-feira, e a ex-estagiária e agora nova advogada de um conceituado escritório de advocacia, Júlia Mendes de Sá, havia marcado de se encontrar em um bar próximo a sua casa, com alguns amigos para comemorar a promoção no trabalho recém anunciada. Todos estavam eufóricos, pois ela sempre foi uma ótima amiga e, acima de tudo, uma excelente aluna, ela mais do que ninguém merecia aquilo. Mas esforçada do jeito do que era, não se deu ao luxo de ficar muito tempo ali comemorando. Já era tarde e na manhã seguinte seria seu primeiro dia de trabalho, enfim como advogada.
Se despediu de todos, agradecendo por estarem em sua vida, tanto nos momentos bons quanto nos ruins, e especialmente naquele... o qual ela havia batalhado tanto para conseguir. Se ofereceram para deixá-la em casa, mas dizendo que não era necessário, pois morava a apenas três quadras dali, deixou o bar sozinha ruma a uma caminhada rápida até seu pequeno e aconchegante flat.

Não naquele dia, não naquela noite, onde um inesperado personagem surgiria na rua deserta, quase como um fantasma, fazendo com que o caminho se prolongasse por alguns minutos, mas que pareceriam horas de aflição.

Nos metros finais para finalmente chegar, Júlia foi surpreendida por esse personagem, um homem de estatura média, um rosto nada amigável, e com um olhar assustador. Ao perceber que ele queria algo com ela, decidiu não querer saber o que era e apressou os passos.
Infelizmente, os planos do tal homem não permitiram que ela desse mais passos. Ele puxou uma arma intimidando-a e em seguida, sem dar tempo dela processar o que estava acontecendo, a atacou dando vários murros e pontapés no seu corpo. Inutilmente ela tentava se defender dos golpes que vinham de todos os lados com cada vez mais força. Até que o homem mostra o que realmente quer com tudo aquilo e começa a rasgar as roupas de Júlia, que sem forças não consegue mais impedi-lo. Enquanto ele rasgava suas roupas e a arrastava para um beco escuro ela avista a arma pendurada atrás da calça dele, e com um último esforço, usando toda força que lhe resta, pois sabia que não iria sobreviver se não fizesse algo, esticando-se o máximo que consegue ela pega a arma sem que ele tenha percebido.

 [...]

Benevides.

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