Algum tempo se passou e as coisas não estavam como eram antes, o céu não brilhava mais do mesmo jeito, faltava algo. Mas o que era? A lua era bem visível, ela ainda estava por lá; as nuvens estavam escuras, mas seus formatos eram bem visíveis e sempre dava para associar elas a algo. Ainda não estava completo, aquele não era o céu que preenchera minha visão durante meses, eu não tinha como não lembrar de como ele enchia minhas noites com todo seu brilho.
Foi então que eu percebi, era tão óbvio... elas simplesmente haviam desaparecido, como que engolidas por um buraco-negro. As estrelas não estavam mais lá, por isso que o céu não brilhava como antes. Me lembrei de um filme que tinha assistido de um vilão que seu plano mais perfeito seria roubar a lua... será que alguém roubara as estrelas? Mas são tantas estrelas que descartei essa possibilidade, esse vilão teria muito trabalho. O que então poderia ter acontecido com as estrelas?
A resposta estava tão mais na cara do que o fato delas terem sumido. Alguém as havia machucado e elas decidiram, como que uma só, não brilhar para mais ninguém, magoadas elas foram embora para nunca mais voltar. Desde então, o céu não é mais o mesmo, e a chuva que caíra na noite em que decidiram sumir foi a última daquele céu, que antes vivia brilhando e agora a única luz naquela escuridão imensa era a lua, que estava triste por estar ali sozinha.
Tanto eu, como a lua e todos outros apreciadores do céu, pedimos: voltem a brilhar, estrelas.
Benevides.
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