Não sei o que vejo, não sei se isso é exatamente o que sou. Aparento frieza, mas clamo por carinho, escondo-me em camadas profundas do meu ser para esconder o que meu espelho não me faz ver.
Quem dera houvesse um espelho sincero, mostrando além da roupagem que usamos, porém seria um grande perigo, como concordaria Platão: a verdade dói quando bate em nossos olhos.
Tento esquecer o espelho convencional e procurar minha imagem no brilho dos olhos dos que estão por perto, meço minha aura e com o pouco que represento no olhar de cada um, retiro as peças do quebra-cabeça que diz exatamente o que meu espelho deveria me mostrar.
Felizola.
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