Sobre o que escrever? Assuntos infinitos, perguntas infinitas, respostas limitadas...
Este é mais um assunto do meu cotidiano, bem mais cotidiano do que eu poderia querer. Responsabilidades. Ao longo dos meus bem-vividos 16 anos posso me atrever a dizer, que tenho mais responsabilidades do que muitos amigos meus terão aos seus 26 anos. Não estou a me gabar por isso, já que nunca foi uma coisa que pedi que acontecesse. Não mesmo.
Nunca me imaginei tendo que cuidar do meu pai, sempre pensei que passaria a vida toda sendo amparado por ele. Não posso dizer que é ruim, mas bom realmente é. Às vezes acho que há um motivo maior além de tudo o que eu vejo... certa vez minha mãe me disse que talvez eu tivesse vindo ao mundo para isso, que existem tantas pessoas que maltratam seus pais. E que eu pensasse que ele precisa de mim agora, tanto quanto eu precisei dele, enquanto chorava no berço, ou me machucava brincando... e lá sempre estava ele para me ajudar a levantar, para seguir em frente. Não é uma questão de dever isso a ele, mas por um merecimento e uma gratidão eterna que tenho com e para com ele, tendo ou não sido o melhor pai do mundo, ele foi o meu pai, o meu tudo.
Só quero demonstrar que as vezes o que você sente, caros amigos, não seja tão ruim assim. Tenho muito do que reclamar, mas não faço isso (não frequentemente, de vez enquando todos precisamos explodir um pouco)... mas prefiro exaltar o que tenho, agradecer o que fui capaz de conseguir. Amigos, família unida, felicidade, saúde.
Têm-se tanto e ao mesmo tempo tão pouco, pois nos preocupamos com o que não temos, para sempre estarmos completamente cheios de um vazio que sempre nos incomodará. "Quantidade não é qualidade", antes o pouco, porém cheio... do que um muito vazio.
Valorize o que você tem, mesmo sendo pouco... é seu. Cuide para poder ser cuidado. Regue e será regado. Seja responsável pelos seus atos, eles que dirão o dia de amanhã.
Benevides.
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